segunda-feira, 26 de agosto de 2013

É correto chamar alguém de afrodescendente?

Atualmente, vemos uma nova “moda” crescendo no mundo inteiro e nos obrigando a ter certos tipos de comportamentos e a dizer ou não dizer certas palavras. É a ditadura do politicamente correto.  
Uma dessas palavras é negro. Mesmo que estejamos nos referindo a uma pessoa negra – e lembrando que a palavra “negro” refere-se a uma raça -, somos obrigados a utilizar a palavra afrodescendente, sob o risco de sermos chamados de racistas.
Mas, afinal, é correto chamar um negro de afrodescendente?
Afrodescendente seria uma palavra a ser empregada a todos aqueles cuja origem remonta à África. E, aí, vale algumas ponderações.
Segundo a ciência, o ser humano nasceu no continente africano. Este seria o berço da raça humana. Foi de lá que todos nós viemos. Assim, independente de sermos brancos ou negros, todos os seres humanos seriam considerados afro-descendentes.
Outra situação seria o caso de um descendente de egípcios. Como o Egito fica na África, um homem branco, descendente de egípcios brancos, seria, também, afrodescendente.
E o descendente de europeus? Ao invés de ser chamado de “branco” ou “caucasiano”, não seria mais ‘politicamente correto’ ser chamado de eurodescendente?
E o candomblé, como fica? É notória, nesta religião africana, a figura do famoso “preto velho”. Neste caso, temos duas palavras “politicamente incorretas”: “preto” e “velho”. Como chamaríamos esta figura, então? “Afrodescendente da terceira idade”?
Só lembrando: branco e preto referem-se à cor da pessoa; caucasiano e negro referem-se à raça. Chamar alguém de preto é apenas designar a sua cor, assim como chamar alguém de branco.
Quem for racista, continuará a sê-lo mesmo que passe a utilizar ‘afrodescendente’, em lugar de ‘preto’ ou ‘negro’. Não são as palavras que tornam alguém racista ou não.         

segunda-feira, 19 de agosto de 2013

O que significa ser “intolerante”?

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Tenho ouvido algumas pessoas criticarem outras, principalmente na imprensa, tachando-as de “intolerantes”. Para isso, baseiam-se em comentários considerados homofóbicos, racistas e por aí vai. Se alguém faz um comentário considerado “antigay”, como foi o caso da atleta russa de salto com vara, Isenbayeva, é logo tachada de intolerante, homofóbica etc.
Mas, afinal, o que é ser intolerante?
Segundo o Dicionário Houaiss, intolerância é a “tendência a não suportar ou condenar o que desagrada nas opiniões, atitudes etc. alheias”. Ou seja, é não aceitar as “diferenças”, mesmo que não se concorde com elas. Ressalte-se isto: ser “intolerante” não é discordar de uma determinada opinião; é não aceitar uma opinião divergente. Ou seja, um indivíduo pode ser ateu, mas pode – e deve – respeitar as pessoas que são religiosas. Isso não quer dizer que ele não possa dar sua opinião contrária às religiões, mas sempre respeitando a opinião daqueles que acreditam em Deus.
O mesmo se aplica aos homossexuais, por exemplo. Uma pessoa pode não concordar com o homossexualismo, mas deve respeitar aqueles que optam – não sei nem se “optar” seria o termo mais adequado – por esta prática. Ele pode não concordar, mas deve respeitar uma opinião divergente. Caso não faça isso, estará sendo intolerante.
Aonde eu quero chegar é que, pessoas que “criticam” outras por considerá-las intolerantes, acabam se tornando intolerantes, também. Elas não aceitam que outras pessoas tenham uma opinião divergente da sua, querem que todos se adaptem à manada, que externem o pensamento “da moda”.
Atualmente, há uma espécie de apelo para que se respeitem as diferenças. Entretanto, o que vemos são pessoas que não respeitam aqueles que pensam diferente, tachando-os de racistas, homofóbicos, machistas, reacionários etc.
O que temos que compreender é o que os discursos – e, no final, tudo se resume a discursos disseminados ao longo do tempo – contra homossexuais e negros, por exemplo, são frutos de um comportamento histórico que não será mudado apenas com Leis, mas sim com a conscientização das pessoas. E, aí, entra o papel da educação, tão negligenciada ao logo do tempo.
No caso dos jogos na Rússia, muitos já falam até mesmo em boicote devido às leis antigays do país. Imposições não vão levar a nada. Um país não vai mudar seus hábitos devido a imposições externas.
O que as pessoas deviam fazer é perceber que os seus discursos contra a intolerância estão “carregados” de intolerância. O que é um contra-senso. Não posso defender a eliminação da intolerância sendo intolerante; não posso defender a liberdade sendo autoritário. Afinal, o autoritarismo também é uma forma de intolerância.
  

sexta-feira, 9 de agosto de 2013

Por que, para as pessoas religiosas, só temos livre arbítrio para fazer bobagens?

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Recebo, pelas redes sociais, várias postagens que transmitem mensagens religiosas, das mais diversas denominações. Até aí, tudo bem. A liberdade de pensamento e, principalmente, a diferença de pensamentos nos ajuda a formar as nossas próprias opiniões, às vezes nos auxiliando a entender assuntos sobre os quais não temos muito conhecimento.
Porém, algo que não pude deixar de notar é a semelhança de pensamento constante nestas mensagens, mesmo quando as pessoas defendem posições religiosas contrárias. Uma delas parece fazer de nós marionetes nas mãos de Deus, já que este define, antecipadamente, tudo que irá acontecer na nossa vida – os muçulmanos, por exemplo, acreditam nisto. Porém, muitas pessoas nos consideram como marionetes quando o que nos acontece é bom. Quando o que nos acontece é ruim, a culpa é nossa.
Vemos isso o tempo todo. Pessoas que vão às igrejas para pedir um emprego, por exemplo, fazem promessas aos santos – nos caso dos católicos – ou pedem diretamente a Jesus – no caso dos evangélicos. E, então, quando a pessoa consegue o emprego, aparece alguém e diz que ele só conseguiu o trabalho porque Deus fez esta “graça” na vida dele. Ou o santo/santa foi o/a responsável por ele ter conseguido o trabalho. Ou seja, o mérito não é da pessoa, e sim daquele para quem ele pediu a graça.
Entretanto, quando a pessoa, depois de muito rezar, orar, pedir, implorar, fazer novenas e promessas, não consegue o emprego, aparece alguém e diz que ele não conseguiu porque não possui merecimento aos olhos de Deus. Ou seja, a culpa por não ter conseguido o emprego é da própria pessoa.
As religiões vêm fazendo isso com as pessoas há muito tempo. Tiram todos os méritos de suas ações, ao mesmo tempo que as fazem se sentir culpadas por suas falhas. Se consigo algo, foi Deus quem deu para mim; se não consigo, a culpa é minha.
Será que as coisas funcionam dessa forma ou, na verdade, somos marionetes, sim, mas não nas mãos de Deus, e sim nas mãos de líderes religiosos que nos manipulam para conseguiram vantagens pessoais e materiais – apesar de pregarem o desapego às coisas materiais para o seu “rebanho”?
E isso ocorre porque as pessoas não se dão o trabalho de “pensar”, mas aceitam passivamente tudo o que os líderes religiosos lhes dizem – mesmo que não façam o menor sentido.


Se somos marionetes nas mãos de Deus ou se temos livre arbítrio para tomarmos nossas próprias decisões, não temos como saber. Mas tenho certeza de que, qualquer que seja a situação, ela vale tanto para nossos acertos quanto para nossos erros.    

sábado, 3 de agosto de 2013

Estado não sabe administrar estádios; Consórcios também não

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A preparação do Brasil para a Copa do Mundo tem trazido algumas novidades e algumas polêmicas: aumento no preço dos ingressos, o que leva a uma elitização das torcidas; proibições absurdas, como a de o torcedor não poder tirar a camisa durante os jogos (na Europa, mesmo no inverno, vemos torcedores sem camisa); proibição da venda de bebidas alcoólicas nos estádios; e por aí vai.
Uma das novidades foi a privatização dos estádios outrora públicos, tais como o Mineirão e o Maracanã. O argumento utilizado foi o de que o Estado não sabe gerir estádios de futebol, e que estes seriam melhor administrados pela iniciativa privada. Na prática, porém, não é isso que temos presenciado.
Na final da Libertadores, por exemplo, tivemos uma total desorganização por parte do Consórcio que administra o Mineirão. Filas imensas, ingressos nas mãos de cambistas, preços elevados, falta de policiamento e confusão na hora de entrar no estádio. Resultado: torcedores furaram a fila, pularam cercas e quebraram catracas. Muitos torcedores, que pagaram R$ 500,00 por um ingresso, acabaram não conseguindo entrar no estádio, enquanto outros assistiram ao jogo sem pagar.
No jogo entre Fluminense X Cruzeiro, no Rio de Janeiro, a situação não foi muito diferente da que ocorreu em Minas. Apesar de o público ser bem menor que o do jogo do Atlético-MG pela Libertadores, formaram-se filas quilométricas na hora de entrar no Maracanã e muita gente teve dificuldade em comprar ingresso na hora ou trocar ingressos comprados pela Internet. O mesmo ocorreu um dia depois, no jogo Botafogo X Vitória. Ou seja: os Consórcios não estão preparados para administrar jogos que tenham público acima de 10.000 torcedores.
Além disso, várias promessas que foram feitas não foram cumpridas. Uma delas foi a de “mobilidade urbana”. Por “mobilidade urbana” pensou-se que seriam feitas obras que melhorassem o fluxo do trânsito, evitando engarrafamentos. Várias pessoas tiveram suas casas desapropriadas para que pudessem ser feitas obras da tal mobilidade urbana. E o que acontece quando tem jogo? O governo pede que as pessoas vão para o estádio de ônibus ou metrô, para não causar engarrafamentos. Ruas próximas aos estádios são fechadas para desencorajar torcedores mais teimosos que insistam em ir no seu próprio carro. Cadê a tão propalada “mobilidade urbana”? O que melhorou no trânsito? De que adiantaram as desapropriações?
Pelo o que temos visto, não são apenas estádios que o governo não sabe administrar. O governo não sabe é ADMINISTRAR! E as privatizações não têm adiantado muita coisa. O Maracanã, por exemplo, custou cerca de 1 bilhão e 200 milhões de reais (dinheiro que dava para construir um excelente estádio do zero, mas que foi gasto apenas na “reforma” do Maracanã), mas foi repassado ao Consórcio por 700 milhões. 500 milhões do nosso dinheiro ficaram pelo caminho. E para quê? Para termos um estádio que, em termos de atendimento, está pior do que era antes.
O estádio está lindo, está confortável, ninguém mais é obrigado a assistir aos jogos em pé ou sentado em um bloco de cimento desconfortável. Porém, o torcedor tem dificuldade para chegar ao estádio, é obrigado a enfrentar filas imensas e, muitas vezes, não consegue o ingresso ou só o consegue quando o jogo já está pela metade. O torcedor paga o preço total do ingresso e só assiste a meio jogo.
Os estádios são de primeiro mundo, e os preços dos ingressos também. Mas o atendimento continua sendo de terceiro mundo, de país subdesenvolvido. E, enquanto isso, o nosso futebol vai caindo pelas tabelas, agonizando e respirando por aparelhos.

Vamos ver se estas cenas irão se repetir no jogo Vasco X Botafogo.               

domingo, 28 de julho de 2013

Marcel Duchamp: quando um mictório vira “arte”



Mesmo as pessoas que não são estudiosas da “arte” já ouviram falar do ato de Marcel Duchamp que incluiu um mictório em uma exposição de “arte”. O gesto, a princípio, causou estranheza e muitos, até hoje, não conseguiram entender a sua intenção. Na verdade, longe de pretender apenas chocar, Duchamp quis, com este gesto, mostrar que arte é tudo aquilo que passa pela aceitação das instituições abalizadas, que determinam o que é arte ou não.
Se pararmos para pensar o que realmente é arte, veremos que essa não é uma resposta fácil. Na verdade, o conceito de arte varia com o passar dos séculos e com as mudanças sociais e tecnológicas que naturalmente vão ocorrendo. Um bom exemplo disso é a fotografia. Nos seus primórdios, a fotografia era vista como um simples processo mecânico de fixação de uma imagem. Ela não dependia da sensibilidade e do trabalho do artista. Era só apontar aquela engenhoca e pronto! Tínhamos uma foto de uma paisagem, de um animal ou de uma pessoa.
Com um quadro a coisa era diferente. O artista observava ângulos, luzes, cores. Podia incluir elementos que não participavam da paisagem natural, como aves voando ou nuvens. O quadro era um ato de criação; a fotografia era apenas a produção de uma máquina. Hoje, entretanto, a fotografia adquiriu ‘status’ de arte e existem várias exposições de fotógrafos famosos pelo mundo todo.
Mesmo elementos que foram criados com outros fins que não o “artístico”, acabam virando arte. Máscaras utilizadas em rituais de tribos africanas ou indígenas brasileiros, que foram confeccionadas com propósitos religiosos, acabam sendo expostas em alguma galeria ou em uma exposição fotográfica e passam a ser consideradas arte, desvirtuadas de seu propósito inicial. O teto de muitas igrejas, com suas pinturas com motivos religiosos, passam a ser considerados arte.    
A música é uma arte, mas nem toda música é considerada arte; livros são arte, mas nem todos os livros são considerados artísticos; e o mesmo vale para quadros, estátuas, dança. Muitos edifícios, por seu projeto arquitetônico ousado, são considerados como sendo arte, enquanto outros não. Uma pintura rupestre, que contava o dia-a-dia do povo pré-histórico, hoje em dia é considerada arte. A pintura surrealista, durante muito tempo, não foi considerada como sendo arte; o verso livre, também.    
Ou seja, arte é tudo aquilo que passa a ser aceita como tal por instituições sociais: museus, galerias, bibliotecas, pinacotecas. O que está fora destas instituições não é arte. Daí compreende-se o gesto de Duchamp: um mictório em seu banheiro não será olhado por você como um objeto de arte; porém, se ele estiver em um museu ou em uma galeria, você irá dizer que a intenção do artista é a de mostrar o lado animal de todos nós, ao compor aquela obra.
Aceitamos como arte o que as instituições “abalizadas” nos dizem que é arte. Neste caso, o mictório de Duchamp, em um museu ou galeria, torna-se o mais genuíno objeto de arte.   
 

quinta-feira, 25 de julho de 2013

O livro “Laranja Mecânica” é apenas uma apologia à violência?

O livro “Laranja Mecânica”, de Anthony Burgess, completou 50 anos e ainda hoje desperta controvérsias. Para muitos, o livro é apenas uma apologia da violência desenfreada, encabeçada por Alex e seus ‘druguis’; para outros, o livro levanta discussões que são válidas até os dias de hoje.
É curioso observar que tanto a primeira edição americana do livro quanto o filme produzido por Stanley Kubrick – baseado na edição americana – omitiram o último capítulo, que saiu na edição inglesa e nas edições europeias. Este capítulo mostra um Alex passando para a idade adulta e começando a questionar a validade do que ele e seus amigos faziam. Toda aquela violência sem sentido começa a cansá-lo e ele, que já possui um emprego, passa a pensar em casar e em ter filhos. O editor americano considerou o final muito piegas e resolveu cortá-lo da edição.
“Laranja Mecânica” é recheado de violência – a ultraviolência, citada por Alex: roubos, espancamentos, estupros, brigas de gangues. Os adolescentes utilizam a violência como forma de descarregar suas energias, além de procurar ter uma voz em um mundo que lhes nega isso. Prender os jovens não resolve o problema. Para tentar resolver a questão da violência, o governo resolve implantar um programa que mistura hipnose, drogas e filmes que apresentam cenas de violência. A ideia é que essa misture cause náuseas aos jovens só de estes pensarem em cometer um ato violento.
O que Anthony Burgess questiona no livro não é se é certo ou errado deixar que os jovens cometam violência impunemente, mas a maneira como essa punição seria feita. O processo descrito no livro para conter a violência de Alex o transformou em um ser sem “livre arbítrio”, ou seja, ele não teria condições de escolher entre o Bem e o Mal. Suas reações seriam induzidas pelo programa que o faria sempre escolher o que se consideraria ser o Bem. Burgess, de educação católica, tinha estes conceitos bem enraizados e utilizou-os  de forma discreta no livro, para que este não parecesse um livro de auto-ajuda ou um catecismo. Isso foi motivado pelo fato de que processos como o descrito no livro estavam sendo propostos na Inglaterra por cientistas respeitáveis, que pregavam que o bem-estar da sociedade deveria prevalecer sobre a liberdade individual – conceitos estes utilizados por ditaduras no mundo inteiro e discutidos em livros como “1984”, de George Orwell, e “Admirável Mundo Novo”, de Aldous Huxley.
Longe de defender a violência, Burgess discutia a questão da liberdade individual. Se a liberdade fosse cerceada em nome de um bem-estar social, mesmo que por motivos aparentemente justificáveis, poderia ser cerceada em outras situações, tudo em nome da sociedade.
Vemos isso atualmente. Em nome de situações “politicamente corretas”, pessoas querem nos impor o que podemos ou não fazer e dizer. Tudo isso seria para o bem-estar da sociedade. Mas, será que, para que esse bem-estar ocorra, devemos passar por uma lavagem cerebral igual a de Alex? Devemos perder nossa opção de escolha?
Livros como “1984”, “Admirável Mundo Novo” e “Laranja Mecânica” deveriam ser lidos e discutidos em escolas e universidades. Eles nos alertam para situações que vemos ocorrer diariamente. Sob o discurso da “liberdade” e do “bem-estar social” somos obrigados a repetir certos comportamentos e discursos como animais treinados. Contudo, é certo defender a liberdade cerceando essa mesma liberdade?
Não podemos esquecer que a justificativa dos militares para o golpe de 1964 foi defender a liberdade e o bem-estar social.            

quinta-feira, 11 de julho de 2013

Museu da Língua Portuguesa homenageia cronista Rubem Braga

O Museu da Língua Portuguesa, em São Paulo, realiza uma exposição comemorativa do centenário do cronista Rubem Braga. A exposição chama-se “O fazendeiro do ar”. O período de visitação vai de 25 de junho a 01 de setembro de 2013. 
A exposição exibirá textos, documentos, desenhos, fotografias, correspondências, depoimentos em vídeo e objetos pertencentes ao escritor. 
A a exposição tem a curadoria do escritor, jornalista e cronista Joaquim Ferreira dos Santos, e está dividida em módulos temáticos. O primeiro é Retratos, que mostra a infância de Rubem Braga em Cachoeiro do Itapemirim, sua cidade natal; o outro módulo chama-se Redação, e mostra a experiência do cronista como repórter e redator de jornais; o terceiro módulo chama-se Guerra, e mostra sua participação como correspondente de guerra, na Itália; Passarinhos é o quarto módulo, e mostra sua paixão por pássaros, paixão que se reflete nos seus textos; o último módulo é Cobertura, e mostra a cobertura que o cronista tinha em Ipanema, tentando trazer o mundo rural para a selva de concreto.