segunda-feira, 3 de março de 2014

Livros de Agatha Christie virarão seriados



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A rede BBC, de Londres, encomendou a adaptação de 3 histórias de Agatha Christie para a televisão: “O caso dos dez negrinhos”, “O inimigo secreto” e “M ou N?”, segundo informou o site da revista Variety. As 3 histórias serão transformadas em seriados que serão exibidos em 2015, ano em que a escritora, nascida em 15 de setembro de 1890, comemoraria o 125º aniversário. A escritora inglesa é uma das autoras mais lidas em todo o mundo, tendo seus livros traduzidos para mais de 50 idiomas.
Sarah Phelps, conhecida por escrever e produzir mini-séries para TV, tais como “The Crimson Field” e “Oliver Twist”, será a responsável pela adaptação de “O caso dos dez negrinhos”, livro que já vendeu mais de 100 milhões de cópias e já foi adaptada para o teatro. A série tem previsão de estreia para dezembro de 2015.
A segunda série, que deverá se chamar “Partners in Crime”, se baseará em duas obras da autora: “O inimigo secreto” e “M ou N?”. A adaptação ficará a cargo de Zinnie Harris e Claire Wilson e tem sua estreia prevista para o segundo semestre de 2015.
Além disso, um livro com o personagem Hercule Poirot, que será escrito por Sophie Hannah, está previsto para ser lançado em setembro de 2014, na Grã-Bretanha.   

domingo, 23 de fevereiro de 2014

Trilhas sonoras com cantores pop são apostas de filmes para atrair público adolescente



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A trilha sonora sempre desempenhou um papel importante em um filme. Ela auxilia em demonstrar a calma, a tensão, a velocidade de uma cena. Quem não se lembra da trilha do filme “Psicose”, de Alfred Hitchcock, do tema do sombrio Darth Vader, de “Star Wars” e da música que tocava em “Tubarão”, antes do ataque? Pensando nisso, os filmes atuais têm tido todo um cuidado na escolha de sua trilha sonora, seja relembrando clássicos – seja na forma original ou em um novo arranjo –, seja na escolha da voz que irá interpretá-los.
Alguns filmes antigos apostavam no impacto que a trilha sonora teria na plateia e em como auxiliaria no desenvolvimento da trama, independentemente de quem a cantaria – às vezes, quem a cantava era um ilustre desconhecido ou então a trilha era composta apenas com o som dos instrumentos. Atualmente, entretanto, a tendência tem sido outra.
Muitos filmes que aspiram ao posto de “o filme das férias” ou o “filme do verão”, têm apostado em vozes conhecidas do público, principalmente do público adolescente. Cantores e cantoras “pop”, cujas músicas fazem sucesso nas rádios e nas vendas de cd’s, têm sido escolhidos para emprestar sua voz à trilha sonora do filme e auxiliar a produção a arrecadar alguns milhões a mais. É o caso de filmes como “Malévola”. Estrelado por Angelina Jolie, que por si só já é capaz de levar muita gente aos cinemas, o filme tem como tema uma regravação da clássica “Once Upon a Drem”, de “A Bela Adormecida”. Para cantá-la, o diretor Robert Stromberg escolheu Lana Del Rey.
Para o filme “Jogos Vorazes: Em Chamas”, segundo filme da trilogia, a cantora Christina Aguilera foi convocada para interpretar uma das músicas. A estratégia utilizada para que a música “emplacasse” foi a de lançá-la em outubro de 2013, um mês antes de o filme ser lançado.           
O filme “Skyfall”, o 23° do espião britânico James Bond, criado por Ian Fleming, tem sua música composta e interpretada pela cantora Adele. A música ganhou vários prêmios, entre eles o Oscar de Melhor Canção Original. A música alcançou o 8° lugar na “Billboard Hot 100”. Ao escolher Adele, o estúdio Metro-Goldwyn-Mayer seguiu uma aposta que deu certo anteriormente. Antes de Adele, cantoras como Alicia Keys e Madonna gravaram a música-tema de filmes da série.
A Disney, que queria fazer de “Frozen: Uma Aventura Congelante”, o filme das férias, trouxe, para sua canção principal, “Let It Go”, ninguém menos que Demi Lovato. A música chegou a alcançar o 38° lugar na “Billboard Hot 100”. A música também foi indicada ao Oscar de Melhor Canção Original.
Os estúdios começaram a perceber que um filme é composto por várias partes importantes que formam um todo de sucesso. E uma dessas partes, indubitavelmente, é a trilha sonora. Um cantor pop, mesmo que de gosto duvidoso, cantando uma música-tema, é capaz de levar muitos adolescentes ao cinema.

quarta-feira, 12 de fevereiro de 2014

ONG já formou várias bibliotecas na Amazônia Legal



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No Brasil, como os governos federal, estadual e municipais, geralmente, são omissos principalmente em questões ligadas à educação, cabe à iniciativa privada a criação de projetos que supram certas deficiências encontradas em todas as cidades do nosso país – até mesmo nas capitais mais importantes.
Um destes projetos está sendo realizado pela ONG Vaga Lume, criada em São Paulo, que tem por objetivo criar bibliotecas em localidades que não disponham deste recurso. O trabalho realizado pela ONG atinge 160 comunidades em nove estados que compreendem a chamada Amazônia Legal: Amazonas, Acre, Roraima, Rondônia, Tocantins, Amapá, Mato Grosso, Maranhão e Pará.
Muitas dessas comunidades situam-se em locais isolados e em muitas delas não há Internet, telefone e, em algumas, nem mesmo luz elétrica. As escolas sofrem com problemas de infraestrutura, com salas mal iluminadas, cadeiras quebradas e falta de material didático. A maioria não possui biblioteca.
Este projeto, iniciado há 12 anos, procura minorar esta deficiência. Segundo seus próprios dados, a ONG já distribuiu cerca de 83 mil livros em diversas comunidades rurais. Os livros são enviados, geralmente, de barco, o transporte comum em uma região onde o tráfego fluvial é intenso e, em muitos locais, não existem estradas que liguem as comunidades.
Apesar da intensa propaganda dos governos – em todos os níveis – enaltecendo a “melhora” da educação brasileira, o que vemos, na prática, são escolas sem estrutura, professores despreparados e desinteressados (o baixo salário, geralmente, é utilizado como desculpa, mas será que eles melhorariam o nível de suas aulas se ganhassem mais?), alunos que passam sem aprenderem os assuntos mais básicos etc. Programas como este da Ong Vaga Lume, realizado sem a intervenção e apoio dos governos, são, muitas vezes, mais eficientes do que as propostas oficiais, que muitas vezes são criadas apenas para o benefício de alguns, uma vez que as verbas nem sempre chegam ao seu destino.
Talvez seja hora de o governo aprender com as iniciativas particulares. Para aqueles que defendem que o ensino deveria ser totalmente público, sem a intervenção particular, iniciativas como esta deveriam fazê-los pensar mais um pouco e, quem sabe, rever os seus conceitos.    
 

segunda-feira, 3 de fevereiro de 2014

Os bolivianos é que estavam certos



Um novo velho fato ocorreu esta semana, mais uma vez envolvendo torcedores (?) do Corinthians. Cerca de 100 torcedores (?) invadiram o CT de treinamento do time para, supostamente, reclamar contra a derrota para o Santos por goleada. Entretanto, os supostos torcedores, segundo informações, portavam armas, agrediram funcionários e roubaram 3 celulares, além de causarem danos ao CT. Os jogadores ficaram trancados para escapar da ira dos torcedores, e o técnico Mao Menezes teve que atender, a pedido da diretoria do clube, a cinco torcedores.
Fatos como este são comuns ao futebol brasileiro e, principalmente, ao Corinthians. E isto só acontece devido à conivência das diretorias dos clubes em relação às torcidas organizadas, que mais se assemelham ao crime organizado do que a torcedores.
O que é de espantar é que, mesmo cometendo vandalismo, agressões e roubos, além de porte de arma, nenhum dos cerca dos 100 torcedores foi preso, mesmo com a chegada da polícia – que, diga-se de passagem, quando não prende é criticada; quando prende, é acusada de violência. E, fato curioso, pelo menos um dos envolvidos na confusão em Oruro, quando o garoto Kevin foi morto, estava presente ao protesto no CT corintiano. Vale lembrar que a diretoria do Corinthians se envolveu diretamente para tentar libertar os torcedores presos na Bolívia. E, agora, mesmo com estes elementos cometendo crimes – invasão de propriedade privada, porte de arma, agressão e roubo –, ninguém foi preso, provavelmente a pedido da diretoria que defende marginais que se passam por torcedores, inclusive fornecendo ingressos e bancando viagens para membros das organizadas.
É de louvar a atitude dos presidentes de Palmeiras e Cruzeiro, os quais retiraram privilégios das chamadas “organizadas”, tais como ingressos e viagens. O Cruzeiro, inclusive, foi mais além e proibiu que essas torcidas utilizem o emblema do clube.
Essas organizadas são, na verdade, verdadeiras “máfias”, compostas, em boa parte, por desocupados e marginais. Porém, o curioso é que, mesmo realizando atos criminosos, ninguém é preso e, quando é, acaba sendo solto logo.
O governo do Brasil, a pedido da diretoria do Corinthians, interveio e libertou os torcedores que estavam presos na Bolívia, cujo governo relutava em soltá-los. Ao serem soltos, estes torcedores voltaram para o Brasil posando de vítimas e, logo depois, estavam envolvidos em brigas e agressões pelos estádios e CT’s da vida.
Vantagens de se viver no Brasil. Os bolivianos, afinal, é que estavam certos.       

terça-feira, 28 de janeiro de 2014

Cão é homenageado em formatura nos Estados Unidos




A formatura do curso de Ciências, da Universidade de Illinois, nos Estados Unidos, teve um convidado inesperado: o cão Hero, que foi levado pela sua dona, uma das formandas, usando beca e capelo azuis, a mesma roupa utilizada pelos formandos.
A dona de Hero justificou o ato dizendo que, por ser deficiente, foi auxiliada por Hero durante todo o período em que frequentou a faculdade. O cão a ajudava abrindo e fechando portas e apanhando objetos que ela deixava cair. E completou: “Sem a ajuda dele, eu não chegaria aqui”.
A iniciativa da dona de Hero sensibilizou formandos, professores, familiares e amigos que participaram da formatura. Muitos dos presentes postaram fotos do cão na rede social. A própria dona de Hero postou fotos suas e do cão no site Imgur.
O cão Hero, neste caso, fez jus a seu nome.       

terça-feira, 21 de janeiro de 2014

Os X-Men e a luta contra o preconceito



Em uma época em que a palavra ‘preconceito’ está em voga – preconceito racial, contra os homossexuais, religiosos etc. –, os quatro filmes dos X-Men, que tem sido exibido regularmente na TV aberta e na por assinatura, traz à tona essa questão, embora muitas pessoas que assistem ao filme o vejam apenas como uma interessante história sobre pessoas com superpoderes.
Os X-Men foram criados por Stan Lee e Jack Kirby e estrearam na revista “The X-Men #1”, em setembro de 1963. A princípio, os X-Men eram formados apenas por mutantes americanos, mas depois tornou-se um grupo com membros de várias etnias e nacionalidades: alemães, irlandeses, canadenses, russos, quenianos e japoneses; brancos, pretos, índios e amarelos.    
As histórias, além de servirem como pura diversão, também retratavam temas polêmicos, discutindo questões que envolviam as “minorias, tais como questões sobre tolerância, diferenças, assimilação de outras culturas e tocava em um ponto utilizado pelo nazismo: a crença na existência de uma "raça superior". Os próprios mutantes, tais como Magneto, referem-se a eles mesmos como sendo o “homo superior”, o próximo passo da evolução do “homo sapiens”.
Por serem diferentes das pessoas consideradas “normais”, os mutantes são vistos com desconfiança, precisando esconder-se para serem aceitos pela sociedade. Personagens como Mística, que pode assumir a aparência de quem ela quiser, é um exemplo. Sua aparência original é de pele escamosa e azul, com cabelos vermelhos. Pela sua aparência tão diferente, ela esconde-se assumindo a forma de uma mulher considerada “normal”, escondendo sua forma real. Desta forma, não causa estranheza entre as pessoas, sendo aceita pela sociedade.
A luta dos mutantes, nas revistas em quadrinhos e nos filmes, é vista por muitos como uma luta apenas física, com seres poderosos que utilizam raios, garras, telepatia etc. contra seus inimigos. Porém, os mutantes têm uma luta muito maior: a de serem aceitos pela sociedade, podendo levar uma vida normal ao lado de pessoas não-mutantes. Lutam contra a discriminação e o preconceito que sofrem simplesmente por serem “diferentes”.
Os X-Men revolucionaram os quadrinhos ao tratar de temas delicados, ainda mais em uma sociedade conservadora como é a americana. E, mesmo hoje, os heróis permanecem atuais ao tocar em uma ferida que ainda permeia nossa sociedade. Talvez seja por isso que os X-Men atraiam tantas pessoas aos cinemas, conquistando tantos fãs.
Nas histórias, as pessoas temem os mutantes por eles serem diferentes. Em um dos episódios, foi criada uma “cura”, que transformaria os mutantes em pessoas normais. Se compararmos o mundo dos mutantes com o nosso, veremos que eles não são muito diferentes.
E, para aqueles que afirmam não ter preconceitos, fica uma pergunta: como você reagiria se encontrasse, na sua frente, um mutante como Wolverine ou Magneto? O convidaria para tomar um café ou sairia correndo com medo dele?   

segunda-feira, 13 de janeiro de 2014

Novos leitores surgem entre jovens cujas famílias não têm o hábito de leitura


Os últimos anos têm apresentado, no Brasil, um crescimento do mercado editorial motivado pelo aumento de leitores. Pessoas que passam a ler por obrigação – como é o caso dos estudantes do Ensino Médio e Universitários – ou pelo simples prazer de ler. Nunca, no Brasil, o mercado editorial publicou tantos livros. E, dentre esses novos leitores, vemos o surgimento de um tipo específico: aquele cuja família não tem o hábito de ler.
Muitas famílias não dão o exemplo da leitura a seus filhos, por várias razões: falta de dinheiro para comprar livros, pouco estudo por parte dos pais ou a simples falta de hábito, por não perceberem a importância da leitura. Entretanto, muitos jovens começaram a perceber que, caso pretendam ter uma vida diferente da de seus pais, obtendo um emprego melhor e, consequentemente, um salário melhor, precisarão cursar uma universidade e, além de simplesmente obter um diploma, precisarão adquirir mais conhecimento, o que poderá ser atingido por intermédio da leitura. Desta forma, alguns alunos começam a procurar bibliotecas – geralmente, a de suas escolas – e passam a adquirir o hábito de ler livros, mesmo que estes não tenham sido recomendados pelos professores. Percebem que, fazendo isto, irão adquirir mais conhecimentos. Com o passar do tempo, a busca pelo conhecimento por meio da leitura se transforma em prazer em ler.
A leitura, mesmo a que é feita por simples prazer, cria uma consciência de mundo que, sem a leitura, a pessoa normalmente não adquire. O livro nos leva a ter diferentes maneiras de perceber a realidade.
A Internet também tem contribuído para o aumento do número de leitores. As pessoas podem, por exemplo, baixar obras gratuitamente em sites de domínio público. Além disto, em redes sociais, blogs e sites as pessoas escrevem e leem bastante, mesmo aquelas que dizem “não gostar de ler”. Diversos tipos de textos circulam pela rede, o que faz com que as pessoas acabem percebendo que, ao contrário do que dizem, gostam, sim, de ler, uma vez que passam o dia inteiro fazendo exatamente isto.
O exemplo da leitura em casa também auxilia a formação de novos leitores, pois, ao ver os pais lendo, a criança terá a tendência a imitá-los. Pais que leem e levam os seus filhos a livrarias e bibliotecas estão ajudando na formação de um novo leitor. E, neste caso, os novos leitores que estão surgindo passarão o hábito de ler a seus filhos, contribuindo para a disseminação da leitura, não apenas como uma obrigação devido aos estudos, mas como uma forma prazerosa de lazer.
O professor também tem um papel crucial na formação de novos leitores. Quando os pais não têm o hábito da leitura, caberá ao professor formar os novos leitores entre os seus alunos. Porém, o que observamos é que muitos professores não possuem o hábito de ler. Sem ler, como o professor poderá incentivar e auxiliar os seus alunos a se tornarem leitores?
O surgimento de autores e livros que seguem a linha infanto-juvenil, como a série Harry Potter e “As crônicas de Nárnia”, por exemplo, também tem atraído a atenção de jovens, que passam a experimentar a leitura e acabam percebendo que ela também pode ser prazerosa.
O papel da escola moderna será o de aliar as novas tecnologias que têm surgido com o suporte em livro, mostrando aos alunos que a leitura deve ser praticada não apenas como uma obrigação escolar, mas como uma atividade intelectual que auxiliará o jovem na sua vida futura, bem como uma forma de lazer que pode conviver com o videogame, o DVD e as redes sociais.